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UNICEF lança campanha de combate ao trabalho infantil, com apoio do Grupo Ypy de Comunicação

Envolvendo a morte de Marielma Silva trabalhadora infantil doméstica, de 11 anos de idade, o Fundo das Nações Unidas para a Infância - UNICEF e a Organização Internacional do Trabalho - OIT, lamentam que continuem a ocorrer fatos como estes que, além de explorar crianças no trabalho infantil, levam uma criança à morte. Marielma exercia a função de babá e estava abaixo da idade mínima legal para ser admitida no trabalho ou emprego.

Segundo dados do IBGE, 2,7 milhões de crianças com idade entre 5 e 16 anos trabalham no Brasil ilegalmente e quase um milhão de crianças e adolescentes estão fora da escola porque trabalham.
As peças da campanha mostram brinquedos típicos de crianças, como carrinhos, pás, chaves-inglesas, martelos e vassouras de plástico colorido, lembrando que milhões de meninas e meninos brasileiros chegam precocemente ao mercado de trabalho, antes mesmo da idade legal e da conclusão de seus estudos.
"Essas crianças estão perdendo sua infância, e o País, sua riqueza mais importante", lembra a representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier.
Para João Augusto Valente, presidente do Grupo Ypy de Comunicação - holding que engloba as agências de publicidade África, DM9DDB e MPM e a agência de promoções e eventos Tudo -, o engajamento em questões sociais e a busca por uma sociedade mais justa é papel de todas as empresas. E, falando especificamente das empresas que compõe o Ypy, pretende usar toda a experiência do grupo em comunicação em prol da conscientização da população.
"O Grupo Ypy sempre esteve engajado nos movimentos sociais em que acredita. E posso garantir que, nos próximos anos, o trabalho social do grupo deverá intensificar-se ainda mais, para colaborar na construção de uma sociedade mais justa, mais solidária e compreensiva", disse o presidente do Ypy.
Para Marie-Pierre Poirier, as empresas de comunicação têm um papel fundamental para que o País avance nessas duas frentes. "Precisamos do compromisso de todos para garantir saúde, educação, igualdade e proteção a cada menina e menino brasileiro", falou a representante do UNICEF.
Para o UNICEF, o Brasil tem todas as ferramentas de que precisa para erradicar o trabalho infantil. O governo desenvolve o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, que combina o pagamento de bolsa para as famílias com ações complementares à escola, e já retirou mais de 900 mil crianças do trabalho. As empresas reconhecem que o trabalho infantil precisa ser combatido.
"Há ainda o desafio de se universalizar os programas eficientes, como o Peti, que atinge somente 30% das crianças que trabalham. Há também uma cultura arraigada no País de que o trabalho para as crianças pobres seria educativo, o que é um grande equívoco", lembra Marie-Pierre Poirier.
"A superposição da realidade com a imagem ideal que todos temos do período da infância mostra que, em vez de brincar de "ser adulto", as crianças estão sendo arrancadas do que deveria ser o seu dia-a-dia, ou seja, ir à escola, brincar de casinha, construir castelos na areia, fingir ser arquiteto, engenheiro", explica Sérgio Valente, presidente da DM9DDB e diretor de criação da campanha assinada por Rodrigo Bombana e André Pessoa.
Parte dos anúncios mostra a realidade, exibindo imagens reais de ferramentas (martelo, chave-inglesa, pá) de trabalho. Os demais remetem à infância, utilizando desenhos para lembrar que a criança só deve utilizar objetos do mundo adulto de forma lúdica (vassoura, carrinho de areia). "O mais importante de tudo é que a mensagem fique clara e seja disseminada por e entre todos: denuncie o trabalho infantil, não contrate mão-de-obra de crianças, pois se o fizer estará comprometendo não apenas o futuro daquele menino ou menina, mas o futuro de todo o Brasil", acredita Sérgio Valente.

Conheça as peças da campanha criada pelo Grupo YPY
Mais informações: Flávia Ribas, (61) 3035 1951
Fonte: site do UNICEF
www.unicef.org/brazil/