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Representantes de 4 países discutiram eliminação do trabalho infantil

Oficina de planejamento estratégico reuniu representantes da Bolívia, Equador, Paraguai e do Brasil. FNPETI participou do evento.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, realizou na semana passada uma oficina de planejamento estratégico para a eliminação do trabalho infantil em suas piores formas na Bolívia, Brasil, Equador e Paraguai.

Durante três dias, reunidos em Brasília (DF), representantes de organizações da sociedade civil, dos trabalhadores, dos empresários e dos governos dos quatro países discutiram ações para eliminação do problema. A Secretária Executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI, Isa de Oliveira, participou da oficina.

A oficina de Planejamento Estratégico se insere no contexto da Agenda Hemisférica do Trabalho Decente e da Iniciativa de Cooperação Sul-Sul.

Estudo – Em outro evento, realizado nos dias 1 e 2 de julho, a OIT, em conjunto com a Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério do Trabalho e Emprego, divulgou o
relatório “Trabalho Decente e Juventude no Brasil”, elaborado no contexto do Projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina (PREJAL/OIT).

De acordo com o relatório, 67,5% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou na informalidade em 2006. Os dados – que têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 1992-2006 – apontam que o déficit era maior entre as mulheres jovens (70,1%) do que entre os homens jovens (65,6%). O índice também era mais acentuado entre jovens negros (74,7%) do que para jovens brancos (59,6%).

Para a diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, os números podem se agravar ainda mais diante da crise financeira e econômica. Ela lembrou que o Brasil vive, atualmente, um processo de geração de empregos formais, mas em ritmo muito inferior ao que vinha sendo registrado nos últimos anos.