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Meninas exploradas no horário de aula em Roraima

Meninas são exploradas sexualmente durante as aulas de reforço, em horário oposto ao regulamentar. Algumas delas aparecem em sites de relacionamento com a farda da escola, maneira usada também para localizá-las.

Estudantes entre doze e quatorze anos, de Boa Vista (RR), foram acompanhadas e a descoberta foi que existem várias portas de entrada e saída que as colocam em riscos sociais, que não são necessariamente o portão da escola. Várias delas estão sendo exploradas sexualmente durante o horário de aula.

A principal porta de entrada para o mundo desta violência é o celular. A segunda é a internet, por meio de sites de relacionamento e comunicação instantânea. As garotas fazem uso constante do celular e quando não estão na escola, podem ser encontradas em lan houses próximas.

Várias meninas a partir dos doze anos são exploradas sexualmente mesmo em horário escolar, e o contato sempre é por meio do celular. O contato se faz por uma rede de amizades dentro da própria escola, em que elas são recomendadas por pessoas influentes ou não, numa verdadeira rede de informação.

Geralmente os exploradores são homens mais velhos, com experiência, que têm dinheiro e pagam algum valor às meninas. Os veículos utilizados por eles geralmente possuem vidros fumê, para que possam entrar nos motéis sem risco de serem flagrados. O que chamou atenção foi o fato de que todas as meninas fazem aulas de reforço, o que mostra não só a deficiência na aprendizagem, mas também as deixam em situações vulneráveis e alvo fácil.

Mesmo com a escola tendo porteiros e inspetora de olho durante todo o dia letivo, elas ficam a mercê dos “homens experientes”. Os perfis das garotas são semelhantes. As frases postadas nos sites de relacionamento mostram que têm muitos amigos e que são boas filhas. O mais interessante é que algumas dessas meninas aparecem em seus álbuns de fotografia com a farda de suas escolas, maneira usada pelos exploradores para localizá-las nas escolas.

Clipping Infância na Mídia Hoje (ANDI)