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Jovem condena trabalho infantil, aponta pesquisa ANDI e OIT

A parcela da população brasileira com idade entre 16 e 24 anos percebe com mais clareza e reage mais fortemente ao problema da exploração da mão-de-obra infantil no País. Já as pessoas de idade avançada tendem a ser condescendentes com a questão. As conclusões são resultado da pesquisa inédita A opinião pública sobre o trabalho infantil , lançada ontem (24) pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Foram ouvidas 4.004 pessoas pelo Ibope, responsável pelo estudo. A divergência entre jovens e velhos começa numa questão crucial: a idade adequada para o primeiro emprego. Dos entrevistados entre 16 e 24 anos, 77,3% acham que é preferível começar a trabalhar a partir dos 16 anos. A mesma opinião foi manifestada por 37,3% dos participantes da pesquisa que têm mais de 50 anos. "Para as pessoas mais velhas, é mais aceitável o trabalho precoce, até por questões culturais", diz a coordenadora da pesquisa pela ANDI, Daniela Rocha. (Correio Braziliense - DF; O Paraná; O Globo; Diário Catarinense; O Estado do Paraná, 25/10/2006)