Guia vai facilitar a cobertura do trabalho infantil pelos profissionais de comunicação
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), em parceria com o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), lançaram um guia para facilitar a cobertura jornalística e estimular o diálogo social no combate ao trabalho infantil. A publicação Piores Formas do Trabalho Infantil - Um Guia para Jornalistas inclui a contextualização do problema, as iniciativas de combate, a relação de instâncias e instituições que lidam com o tema e um resumo do marco legal nessa área. Entre todos os tipos já descritos de trabalho infantil, as piores formas são as mais inaceitáveis, colocam em risco a integridade física e psicológica de meninos e meninas, são insalubres e perigosas. Por exemplo: exploração sexual comercial, trabalho infantil doméstico, trabalho no tráfico de drogas, trabalho informal urbano e trabalho na agricultura. Ferramenta - Para a diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, o livreto é uma ferramenta para os profissionais de comunicação com o objetivo de facilitar a cobertura do tema. "Nosso desejo é que a publicação estimule ainda mais a pautar o diálogo social, especialmente entre governos, empregadores e trabalhadores, com vistas à plena eliminação de toda forma de exploração do trabalho precoce neste país", declarou. A secretária executiva adjunta da ANDI, Ely Harasawa, lembrou que a Agência foi criada para ajudar os jornalistas a exercerem sua função social. Isa Oliveira, secretária executiva do FNPETI, salientou que a eliminação do trabalho infantil não é uma responsabilidade exclusivamente do governo. "É necessário que toda sociedade se envolva", afirmou. Ela observou que o Fórum Nacional, além de um espaço político, é um espaço de controle social do que o governo realiza nesta área: "O compromisso do Fórum é com a construção de uma país mais justo para as crianças e adolescentes". Isa elogiou ainda o papel desempenhado pela ANDI. "A Agência vem fortalecendo o papel dos profissionais de comunicação, que têm sido fundamentais para informar à sociedade sobre os prejuízos que o trabalho infantil causa às crianças e ao país, e ainda tem sido responsável pela construção de uma consciência de respeito à infância brasileira".