Favelas do Rio criam Escola Popular de Comunicação Crítica
Alguns dos jovens que mais sofrem com as generalizações da mídia brasileira vão agora ter aulas de jornalismo e análise crítica dos meios de comunicação. São os moradores das favelas e bairros cariocas da Maré, Parada do Lucas, Manguinhos, Complexo do Alemão, Jacarezinho, Mangueira e Vigário Geral. Todos terão, a partir de segunda-feira (08), uma Escola Popular de Comunicação Crítica, no bairro de Leopoldina.
O projeto, que conta com financiamento do Ministério da Educação, dará aulas de3 técnicas de jornalismo. Também serão feitas análises críticas da cobertura da mídia sobre as favelas cariocas. "Esperamos que no fim do curso, os alunos tenham formado uma consciência crítica sobre os meios de comunicação", relata um dos professores e idealizadores da nova escola, Muniz Sodré. "Além disso, a nossa expectativa é de que eles criem ou ampliem iniciativas na comunicação em suas comunidades".
Mas os alunos interessados em participar destas aulas precisam de um perfil bem definido. De acordo com um dos coordenadores do programa, Jailson de Souza e Silva, os interessados devem ter o segundo grau completo e interesse em trabalho comunitário. "Precisamos de estudantes interessados em divulgar as diversidades. Que formulem uma visão diferente dos estereótipos divulgados pela mídia", explica.
As aulas começam no próximo dia 22 e têm a duração de um ano. Os estudantes vão aprender a elaborar jornais, revistas e cartazes. Farão cursos de fotografia e inglês além de programas de rádio e televisão.
Lílian de Macedo
Agência Brasil (06/08/2005)