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27/03/2019 16:08:21 - Atualizado em 27/03/2019 16:55:29


Mais de 440 mil aprendizes foram contratados em todo o país no ano passado

O crescimento é de 15% com relação ao ano de 2017. No entanto, o potencial de contratação ainda está longe de ser alcançado.

Imagem de tookapic por Pixabay 
 
Do FNPETI
 
O número de adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos que entraram no mercado de trabalho por meio da Aprendizagem Profissional foi de 444.189 em 2018. Os dados são do Boletim da Aprendizagem Profissional, divulgado pelo Ministério da Economia no dia 20 de março. Em 2017, o número de admissões desse público foi de 386.212. Um crescimento de 15% de um ano para o outro. 
 
O estado que, proporcionalmente, mais contratou aprendizes foi o Ceará. De seu potencial mínimo de 27.340 aprendizes, foram alcançados 63,71% ou seja, 17.417 contratações. Em seguida, vem o estado de Goiás, com 61,57%, e Roraima, com 57,80% das admissões. (veja ranking abaixo)
 
O potencial refere-se à cota mínima (5%) que as empresas devem cumprir na contratação  de adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, conforme a Lei nº 10097/2000. Trata-se de um indício do potencial de aprendizes.
 
De acordo com a legislação, todas as empresas de médio e grande portes devem cumprir a cota de aprendizagem, que pode variar entre 5% e 15%, de acordo com o estabelecimento. Já para as micro e pequenas empresas a contratação de aprendizes é voluntária.
 
Longo caminho pela frente
 
Mesmo com o crescimento registrado, o número de contratações poderia ser bem maior. Em 2018, o potencial de contratação era de 954.823 aprendizes, em todo o país. Apenas 46,52% desse potencial foi alcançado. “Há muito espaço para crescer. Infelizmente, muitas empresas não cumprem a cota de aprendizagem. Porém, é fundamental que elas assumam a responsabilidade social de contribuir para a eliminação do trabalho infantil e para garantir aos adolescentes o direito à formação profissional”, defende Isa Oliveira, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).
 
Segundo Isa Oliveira, a aprendizagem profissional é uma importante estratégia de combate ao trabalho infantil na medida em que garante um contrato de trabalho especial, com garantias trabalhistas e previdenciárias, formação profissional e uma motivação para se ter um bom desempenho escolar. 
 
“Estar na escola é uma condicionalidade para ser aprendiz. Muitos adolescentes são retirados da informalidade, de trabalhos insalubres e perigosos, ou seja, de piores formas de trabalho infantil que são proibidas para crianças e adolescentes, com menos de 18 anos.  Defender e promover a aprendizagem é garantir proteção ao adolescente”, afirma a secretária executiva do FNPETI. 
 
Dados nacionais
 
O boletim aponta que os maiores índices de contratação estão em empresas dos setores do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 112.923 aprendizes
contratados (25,42%) e indústrias de transformação, com 104.989 aprendizes contratados (23,64%). Dentre as atividades que ocuparam as melhores posições no levantamento estão a de auxiliar de escritório, com 178.444 admissões (40,17%), e assistente administrativo, com 78.572 (17,69%).
 
Com relação ao gênero, dos 444.189 aprendizes admitidos de janeiro a dezembro de 2018, 230.339 (51,86%) são do sexo masculino e 213.850 (48,14%) do sexo feminino.
 
Imagem do ranking retirado do blog do Comitê Nacional de Adolescentes na Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Conapeti)
                                   Imagem do ranking: reprodução do blog do Comitê Nacional de Adolescentes na Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Conapeti).
 
 

Fonte: Boletim da Aprendizagem Profissional


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Comentários (2)

Tânia Maria Ribeiro de Oliveira

11 de Abril de 2019 às 10:57:49
Correção do texto: pois muitos jovens reclamam

Tânia Maria Ribeiro de Oliveira

11 de Abril de 2019 às 10:51:35
Estou coordenadora do PETI em Morro do Chapéu, BA, e percebo a questão de jovem aprendiz muito pouco em nossa cidade, pois muitos jovens reclama a falta de oportunidade, onde os mesmos relatam que trabalha por que precisa! Trabalha por que precisa comprar seus pertences! Trabalha para ajudar a Família!

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