Notícia

02/02/2018 11:23:28 - Atualizado em 02/02/2018 11:24:33


Organizações solicitam ações pelo fim da violência contra crianças e adolescentes

Dados alarmantes sobre abusos, explorações e elevados índices de homicídios motivaram a ação do grupo, do qual o FNPETI faz parte

Foto: Rogério Machado/SECS/Fotos Públicas
 
Representantes de instituições da sociedade civil que atuam na prevenção, defesa, promoção e controle social dos direitos de crianças e adolescentes, entregaram na quarta-feira (31) uma manifestação à Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, ao Ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e à Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Berenice Maria Gianella, solicitando o comprometimento do Estado brasileiro no enfrentamento e fim da violência contra crianças e adolescentes no Brasil, para contribuir com o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
 
O documento é uma demanda para que o governo federal faça parte da ‘Parceria Global pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes’, liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne governos de diferentes países, organizações internacionais, sociedade civil, entre outros grupos. Nele, a coalizão de entidades também pede o engajamento federal na efetivação e fortalecimento das leis e planos nacionais já vigentes de proteção a crianças e adolescentes; a elaboração de um plano nacional interministerial para redução das taxas de letalidade e todos os tipos de violações de direitos, bem como a criação de um banco de dados sobre a violência; e a destinação prioritária de recursos orçamentários para políticas de enfrentamento ao problema.
 
Para Pedro Hartung, coordenador do programa Prioridade Absoluta, do Alana, que faz parte da coalizão, “os atos de violência que as diversas infâncias e adolescências brasileiras sofrem dentro de suas casas, nas ruas, nas escolas ou outros espaços públicos, são alarmantes. Por isso, precisamos compartilhar responsabilidades para que, juntos, possamos enfrentar e encerrar esse ciclo histórico e cultural de violência contra os cidadãos e sujeitos de direitos mais jovens da nossa sociedade”.
 
No discurso proferido durante o ato de entrega da Manifestação, Hartung destacou que o artigo 227 da Constituição Federal não deixa dúvidas ao apontar que o caminho é pelas e para as crianças e adolescentes. “Como verdadeiro projeto de país e sociedade, o 227 gravou na Magna Carta de nosso país de forma clara e inequívoca a nossa obrigação de colocar todas as crianças e adolescentes em primeiro lugar em nossos serviços públicos, nas nossas políticas públicas, nos nossos orçamentos e em todas as esferas da nossa vida como família, sociedade, comunidade e Estado. Nós só queremos que a lei seja cumprida”, enfatizou.
 
Fóruns, comitês, redes e federações que subscrevem a manifestação:
 
Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil - FNPETI
 
Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - Fórum DCA
 
Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
 
Rede Temática de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes do GIFE
 
Rede Nacional Primeira Infância – RNPI
 
Confederação Brasileira das Federações de Associações de Moradores e Entidades Comunitárias
 
Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas
 
 
Instituições que subscrevem a manifestação:
 
Avante - Educação e Mobilização Social
 
Associação Cidade Escola Aprendiz
 
Bem Me Quer Terê
 
Blog Negro Belchior - Carta Capital
 
Casa de Cultura Ilê Asé D'Osoguiã - CCIAO
 
Centro de Estudos Integrados, Infância, Adolescência e Saúde - CEIIAS
 
Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Glória de Ivone
 
ChildFund Brasil – Fundo para Crianças
 
Childhood Brasil - Instituto WCF
 
Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância, em associação com a PUC-Rio - CIESPI
 
Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente
 
Instituto Brasileiro de Direito da Criança e do Adolescente - IBDCRIA-ABMP
 
Fundação Bunge
 
Fundação Itaú Social
 
Instituto Alana
 
Instituto Avisa Lá formação continuada de educadores
 
Instituto Base Gênesis
 
Instituto da Infancia - IFAN
 
Instituto Ethos
 
Instituto Fazendo História
 
Instituto Igarapé
 
Instituto Liberta
 
Instituto Sou da Paz
 
Laprev - Laboratório de Análise e Prevenção da Violência, Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos
 
Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo – NEV/USP
 
Plan International Brasil
 
Rodison Educação e Cultura 
 
SaferNet Brasil
 
Uneafro Brasil
 
União Marista do Brasil - UMBRASIL
 
Visão Mundial Brasil
 
 
 

Fonte: Prioridade Absoluta/Instituto Alana


Deixe seu comentário

Login

Comentários (1)

Mariam Valtudes

02 de Março de 2018 às 11:47:01
Com tantas instituições que defendem crianças e adolescentes no Brasil porque só algumas assinaram o manifesto. Foram escolhidas? Não existe um órgão nacional que defende os direitos da criança e do adolescente? conanda? também ficou fora? Parabéns pela iniciativa, pena não ter envolvido outras instituições nacionais que desenvolvem importante trabalho de defesa das crianças e adolescentes. Elas merecem serem mais bem protegidas.

Destaques

FNPETI divulga Campanha de 12 de junho de 2018

Tema deste ano são as piores formas de trabalho infantil

PRF mapeia 2,4 mil pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças

Estradas e rodovias federais foram avaliadas no levantamento da Childhood e da PRF

Adolescentes participantes do II Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual escrevem Carta

Documento reúne propostas para o enfrentamento à violência

Semana de Ação Mundial está com inscrições abertas

Ação é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e tem como tema os cortes orçamentários na educação