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Trabalho infantil doméstico: País tolera atividade que traz enormes prejuízos para crianças

O próximo 27 de abril é o Dia Nacional do Trabalhador Doméstico. No entanto, milhares de crianças e adolescentes não têm nada o que comemorar nesta data. Segundo dados do IBGE, cerca de 400 mil meninas e meninos trabalham realizando serviços domésticos em lares brasileiros, um drama oculto que vem sendo tolerado pela sociedade.

Para os especialistas, esta prática interfere diretamente no desenvolvimento físico, emocional, social, educacional e psicológico das crianças e adolescentes. Como a atividade acontece em espaço privado, é mais difícil detectá-la e combatê-la.

O trabalho doméstico esconde uma realidade de explorações e de injustiças. As meninas - 90% da mão de obra - se vêem obrigadas a assumir responsabilidades que provocam atraso na escola e evasão escolar, muitas vezes, sem direito a férias ou a folgas. Também são impedidas de manter contato com suas famílias, já que grande parte sai do interior em busca de trabalho nos grandes centros urbanos, ou migram da periferia para as zonas mais abastadas das cidades.

Entre 2001 e 2003, um Programa de Ação de Comunicação executado pela ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância e Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com diversas instituições, entre elas o FNPETI - Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, colocou o tema em debate de forma até então não vista. As informações e os materiais produzidos naquele período, ainda hoje objeto de consulta por jornalistas, fontes de informação, estudantes, especialistas e o público em geral, podem ser acessados no endereço http://www.andi.org.br/tid.