São Paulo Fashion Week começa sem modelos com menos de 16 anos
A semana da moda de São Paulo começou nesta quarta-feira (24) sem a participação de modelos com menos de 16 anos de idade. O anúncio de que adolescentes de até 15 anos não poderiam participar da edição de inverno do São Paulo Fashion Week , Leia mais ...
A semana da moda de São Paulo começou nesta quarta-feira (24) sem a participação de modelos com menos de 16 anos de idade. O anúncio de que adolescentes de até 15 anos não poderiam participar da edição de inverno do São Paulo Fashion Week (que prossegue até a próxima segunda-feira, 29) foi feito em dezembro passado pelo organizador do evento, Paulo Borges.
Segundo matéria de Natália Zonta, do jornal O Estado de S. Paulo, Borges afirmou que a decisão "foi tomada com as agências, para que as meninas cheguem aos grandes eventos mais maduras". Também está sendo realizada uma campanha sobre distúrbios alimentares (anorexia e bulimia).
De acordo com o texto, a decisão foi bem avaliada pela maioria das agências. Na mesma matéria, o promotor da Infância e Juventude Motauri Ciocchetti de Souza afirma que o impedimento para que meninas tão novas ingressem no mercado da moda foi uma inovação: "Por lei, é proibido um jovem com menos de 18 anos trabalhar. A partir dos 16 anos, eles podem exercer algumas funções. Para poder desfilar, as agências entram com um pedido na Justiça. Na maioria das vezes, os juízes concedem a autorização de trabalho para jovens".
Apesar de ter agradado a muitas pessoas, de acordo com a reportagem, Eli Hadid, proprietário da Mega Models, teme que a medida force as meninas deixarem o País mais cedo: "Em Nova York, muitas garotas de 13 anos trabalham normalmente. Se o Fashion Week não quer essas modelos, elas vão trabalhar lá fora", argumentou.
Paris e Milão não permitem o trabalho de modelos com menos de 16 anos. "Há exceções, por exemplo quando um dos pais está presente e a Justiça autoriza a participação. Em Madri, a restrição vale para aquelas com o Índice de Massa Corporal inferior a 18,5, que é o considerado normal", observa a reportagem