Crianças trabalham durante o desfile de 7 de setembro em Brasília
O jornal Correio Braziliense denunciou, na edição do dia 8 de setembro, o trabalho de centenas de meninos e meninas que vendiam churrasquinho, picolés, água e até brinquedos durante a parada de 7 de setembro, em Brasília. Havia cerca de 30 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, durante o desfile.
"Do lado de dentro das arquibancadas, a festa era para comemorar a educação de crianças e adolescentes como passo fundamental para uma pátria forte e independente. Do lado de fora, longe dos olhares das autoridades, no entanto, os direitos das crianças estavam esquecidos", diz a jornalista Érika Klingl, na reportagem.
Ela observou que muitos dos que trabalhavam estavam acompanhados dos pais, ajudando "a ganhar um troco extra no feriado". Contudo, acrescenta: "Outros trabalhavam como fazem todos os dias, contrariando o direito garantido na Constituição de ser criança e, portanto, não trabalhar".
A repórter entrevistou alguns trabalhadores infanto-juvenis, como um menino de nove anos de idade que vendia água e para isso tinha que carregar uma pesada caixa de isopor contendo garrafas e gelo. "Ajudo muito minha família e fico muito cansado", declarou a criança.
A matéria também chama a atenção para o fato de que o atual governo foi "o primeiro a permitir o crescimento do número de crianças e adolescentes trabalhando, depois de 14 anos de queda do índice". (Correio Braziliense, Érika Klingl, 8/9/2007)