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13/06/2018 06:25:52 - Atualizado em 13/06/2018 15:17:52


Alagoas tem 31 mil crianças trabalhando, diz MPT

"Não leve na brincadeira. Diga não ao Trabalho Infantil".

Alagoas tem pelo menos 31 mil crianças e adolescentes trabalhando ilegalmente. A informação foi divulgada pela procuradora do Trabalho Virginia Ferreira, durante a abertura da campanha "Não leve na brincadeira. Diga não ao Trabalho Infantil".

O evento nacional foi realizado em todo o Brasil nesta segunda-feira (11) e, em Alagoas, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), na Avenida Assis Chateaubriand, centro de Maceió, às vésperas do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

 

“Em sua maioria, essas crianças estão nos centros das cidades. Elas estão na rua vendendo doces ou limpando carros e chegam a ganhar até R$ 800 por mês. Criança precisa de escola e cuidados por parte da família. Se não há responsável, cabe ao Estado o cuidado”, comentou a procurada do trabalho em entrevista ao TNH1.

O presidente do TRT da 19ª região, Pedro Inácio da Silva, salientou a importância do envolvimento de todos os setores da sociedade na campanha, tendo como principal objetivo a conscientização dos pais e responsáveis. “Temos programas sociais em que empresas contratam menores a partir dos 14 anos, mas o que vemos no dia a dia são crianças trabalhando em casas de família, nas ruas, sem nenhuma garantia ou proteção social”, disse.

Em Alagoas, o TRT, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil fecharam parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) para veiculação gratuita da campanha em outbus e outdoor. A campanha também conta com peças para veiculação em TV e Rádio. A ideia central é reforçar a mensagem de que ainda existe trabalho infantil e que tal prática precisa ser combatida.

No Brasil, cerca de 2,7 milhões de crianças e adolescentes, na faixa etária de 5 a 17 anos, são exploradas pelo trabalho precoce, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2015), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destes mais de dois milhões, 5,6 mil sofreram acidentes de trabalho. Essas estatísticas também são uma amostragem e, portanto, não consideram as vítimas do narcotráfico e nem de outras atividades ilícitas e insalubres. Nos últimos seis anos (2012 a 2017), 15.675 crianças e adolescentes no Brasil (até 17 anos) foram vítimas de acidentes graves no trabalho, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, ferramenta do MPT e da OIT. Do total de vítimas, 72% (11.329) são do sexo masculino e 27,7% (4.346) são do sexo feminino.

Fonte: TNH


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